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APRESENTAÇÃO

Atualizado em 15/01/16 11:03.

O mestrado acadêmico: Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos (PPGIDH) da Universidade Federal de Goiás foi aprovado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) no final do ano de 2011, na 132ª reunião do Comitê Técnico-Científico do órgão, com nota 3.

Possui três linhas de pesquisa:

1) Fundamentos teóricos dos Direitos Humanos;

2) Práticas e representações sociais de promoção e defesa de Direitos Humanos;

3) Alteridade, estigma e educação em Direitos Humanos.

 

Raízes históricas

A criação do curso de mestrado em Direitos Humanos é resultado da experiência acadêmica acumulada nos últimos doze anos, período em que a universidade desenvolveu vários cursos, projetos e outras ações de extensão, além de diversas atividades de ensino e pesquisa, tanto na modalidade presencial quanto na  educação a distância. Essas atividades acadêmico-científicas remontam ao ano de 1999, quando foi criado oficialmente o Programa de Direitos Humanos (PDH) da UFG, reunindo professores e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento e de várias unidades e órgãos da instituição.

Em 2010, o PDH é reestruturado e ganha novo formato organizacional, transformando-se em Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos. Hoje, o núcleo possui mais de 30 professores e pesquisadores associados, e significativos grupos de pesquisa vinculados à UFG e cadastrados no CNPq e na Fapeg. Ao longo dos anos, o núcleo tem conquistado recursos de vários editais de pesquisa e de extensão e tem obtido o reconhecimento e o apoio de diversas entidades e instituições nacionais e internacionais, ligados à educação, à cidadania e aos direitos humanos.

 

ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO

O caráter interdisciplinar da proposta que apresentamos insere-se em um contexto no qual a abordagem disciplinar parece reduzida diferentes fragmentos de uma mesma crise. Haja vista que a ideia mesma de disciplina refere-se a uma maneira de organizar e delimitar um território de trabalho, de construir os objetos de pesquisa, de concentrar a pesquisa e as experiências dentro de um único ângulo de visão. Partimos, seguramente, da disciplina para, então, no diálogos entre elas, pô-las ao lado uma das outras. Estabelecendo articulações e inter-relações buscamos entre as diversas disciplinas uma ação recíproca, de modo que a interdisciplinaridade aparece como o espaço intermédio, a posição intercalar. De forma que não se trataria de, mais uma vez, recuar para um “nós vs. eles”, de estabelecer trincheiras entre saberes, entre ciências, de se recuar ao “barbarismo da não-comunicação” e da sabotagem intelectual. O reconhecimento de um lugar de fala – de um campo científico ou de uma disciplina – deve ser feito no sentido de reconhecer a diversidade e de não postular os pontos de vista e perspectivas inquestionáveis. Construir esse diálogo é buscar reconhecimento das diferenças, dos limites e dos problemas de se tratar esses novos objetos teóricos que se apresentam como uma impossibilidade diante da miopia disciplinar. Isso só pode ser feito de maneira franca e profícua em meio ao reconhecimento da diversidade. É aqui que a potencialidade de tratamento interdisciplinar dos direitos humanos se impõe.

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